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Brasília-DF - Cultura - Teatro - UNIVERSO DAS LENDAS INDÍGENAS, nos dias 16,17,18 de setembro no SESC Gama


Tumba la Catumba
Musical brasiliense aborda lendas brasileiras, espetáculo resgata o imaginário do folclore explorando elementos do teatro de sombra e os ritmos brasileiros com trilha original, aconteceu nos dias 9, 10 e 11/09, no SESC Ceilândia, e vai acontecer nos dias 16, 17 e 18/09, no SESC Gama com entrada franca
O grupo Tumba La Catumba convida a todos para uma viagem ao universo das lendas indígenas, resgatando histórias cheias de mistérios sobrenaturais que ainda hoje fazem parte do imaginário popular. O Saci-Pererê, a Iara, o Boitatá e a Boiuna ganham vida na peça musical, intitulada “Tumba La Catumba e o sumiço da pandeirola”, protagonizada com muito humor pela banda formada por seres monstros divertidos.
O musical tem a assinatura de duas brasilienses premiadas no teatro e no cinema: Miriam Virna, diretora e responsável pelo texto, duas vezes vencedora do Prêmio SESC do Teatro Candango, além de ter dirigido e atuado no espetáculo “Abigail e a Girafa”, sucesso de crítica, em 2015; e Maíra Carvalho, premiada com o Kikito de Melhor Direção de Arte, no filme “O Úlitmo Cine-Drive”, no Festival de Cinema de Gramado, em 2015.
Apresentações aconteceram nos dias 9, 10 e 11/09, no Teatro SESC Newton Rossi, em Ceilândia, e vão acontecer nos dias 16, 17 e 18/09, no Teatro SESC Paulo Gracindo, no Gama. A peça conta com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC/DF e com a realização da Guinada Produções.
A história começa com o sumiço do instrumento considerado o xodó do grupo: a pandeirola. Ela é surrupiada e levada para o fundo da mata – obra que, segundo a lenda, “é coisa de Saci”. Lobsbom, Elvira, Monstralilica, Escamoso, Frankstina e Zé Zumbi saem em busca do objeto e, em momentos que misturam sonho e realidade, são levados a vivenciarem aventuras em torno das histórias fantásticas que compõem o folclore brasileiro. A saga também é permeada por ritmos como rock, bolero, guitarrada e samba executados e cantados ao vivo pelos personagens. O musical poder ser definido com um encontro de uma equipe de profissionais com o Tumba la Catumba. O entrosamento e a afinidade resultaram em um espetáculo para todas as idades.
O novo musical do Tumba La Catumba não tem o intuito de ser didático e é voltado para todas as idades. O folclore entra como uma ferramenta que faz um paralelo entre a fábula e a realidade. “O sonho e a fantasia têm o papel de tonar a vida mais bela, dar um respiro quanto a realidade. Nossa intenção é de que as lendas sejam vividas por cada um que esteja assistindo o espetáculo”, explica a diretora, Miriam Virna.
Para que isso ocorra, a peça explora diversas linguagens cênicas que transportam os personagens nas cenas. Em um jogo de luz e sombra, os seres das lendas interagem com a Tumba La Catumba, reforçando ainda mais a fantasia. “Utilizamos elementos do teatro de sombras para dar a dinâmica e o tom do imaginário em cima das lendas”, explica o cenógrafo Wiliam Ferreira.
A trilha sonora é um presente a parte e totalmente original criada por Mateus Ferrari, Júlia Ferrari e Miriam Virna”. Para cada cena do Tumba com os personagens do folclore, uma canção foi especialmente composta. “Foi um processo coletivo de construção e composição realizado entre eu, Júlia Ferrari e Miriam Virna”, disse Mateus Ferrari que assina também os arranjos. Segundo ele, as canções ficarão como parte do repertório já existente da banda, que futuramente vai lançar um disco.
O figurino também é um dos grandes baratos do espetáculo, com um apelo visual forte. Criado por Edurado Barón, ele é colorido para contrastar e compor com harmonia o cenário minimalista e as projeções das sombras. Cada ser monstro tem uma cor característica e elementos que os identificam, sem ser literal.

Serviço
Musical “Tumba La Catumba e o sumiço da pandeirola”
Dias: 16,17,18 de setembro
Horário: 15h
Local: Teatro SESC Paulo Gracindo – SESC Gama
Endereço: Sind QI 1 Lotes 620 a 680 – Gama.
Entrada franca
Informações : Guinada Produções – 3526 4201
Fica Técnica
Texto e direção: Miriam Virna
Direção musical: Mateus Ferrari
Trilha e composições: Júlia Ferrari, Mateus Ferrari e Miriam Virna
Ensaiadora e assistente de direção: Marisa Vargas
Elenco: Anna franca, Rogério Almeida, Kaká Taciano, Diogo Cerrado, Lívia Maria, Flávio Leão
Direção de arte: Maíra Carvalho
Cenário: Maíra Carvalho e William Ferreira
Figurino: Eduardo Barón
Iluminação: William Ferreira e Rodrigo Lélis
Técnico de som : Leonardo Monteiro
Sombristas: Hyandra Ello e Fanis Morais
Fotógrafa: Milena Vasconcelos
Produção: Guinada Produções
Sobre a banda Tumba La Catumba
O grupo tem em seu elenco músicos profissionais e atrizes que elevam o caráter lúdico do espetáculo, músicas próprias e arranjos especiais de músicas de domínio público. A banda se formou no início de 2010 para participar do projeto Brasília Para Crianças, que leva alunos de escolas públicas e privadas para conhecer os principais monumentos da Esplanada dos Ministérios em Brasília. Naquela época, foram mais de 20 apresentações na Biblioteca Nacional. De lá pra cá a trupe tem se apresentado nos mais diversos eventos e festas particulares, sempre levando a irreverência de seus arranjos inusitados para músicas de domínio público, como a versão hardcore de “Peixe Vivo”, o a versão rock‐flamenco de “A Barata”.
A banda Tumba La Catumba tocou diversas vezes nos principais shopping da capital e também na Cia. Bagagem de Bonecos do Gama, apresentando seu repertório tradicional, além dos especiais de Natal e Carnaval. O grupo se apresentou no 8° Aniversário de Águas Claras, no Dia das Crianças, em Samambaia, na Vila do Papai Noel, em Águas Claras. Participa há quatro anos do Natal da Chapada realizado no Vilarejo de São Jorge‐GO.
Realizou shows no SESI Taguatinga, entre vários outros. Nos últimos anos, embalou a Baratinha, com ritmos tradicionais carnavalescos, como maracatu, coco, marchinhas, samba, e é claro uma pitada de rock’n roll. Em 2014, fez um grande show para comemorar o aniversário de Brasília e uma mini-turnê pelo DF, passando pelo Varjão, Cidade Estrutural, Vila Telebrasília e Ceilândia.