EVOLUÇÃO DO MERCADO // Inteligência artificial



Inteligência artificial para uso diário? Sim, em breve


Como quatro programadores com quase nenhum conhecimento de software 

de design fazem leitura da caligrafia japonesa


IT Forum 365
18/04/2016

Inteligência artificial para uso diário? Sim, em breve
inteligência de máquina está evoluindo tanto ao ponto de poder ser usada por mais pessoas para fazer mais coisas. É assim que quatro engenheiros com quase zero de conhecimento foram capazes de criar um software, em poucos meses, que pode decifrar a escrita manual japonesa.

Programadores da Reactive Inc. lançaram um aplicativo que reconhece ideogramas japoneses com 98,66% de precisão. A startup, que tem 18 meses de idade, é parte de uma crescente comunidade global de programadores e investidores que está aproveitando o poder das redes neurais para aplicar inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) para fins muito mais práticos do que ganhar jogos de tabuleiro.

"Há apenas alguns anos, você tinha de ser um gênio para fazer isso", disse à Bloomberg David Malkin, que tem Ph.D. em aprendizagem de máquina, mas mal consegue falar duas frases em japonês. "Agora você pode ser uma pessoa razoavelmente inteligente e fazer coisas úteis. Daqui para frente, será mais sobre como usar a imaginação para aplicar AI a situações reais de negócios."

Malkin tem razão. Até pouco tempo, a inteligência artificial era playground exclusivo de gigantes como Google, Facebook e outros líderes de tecnologia. Agora, qualquer startup de aprendizagem profunda pode acessar plataformas baseadas em nuvem, com às providas pela Microsoft, Nvidia e Amazon.com vendendo AI como serviço.

A tecnologia da Reactive mostra como até mesmo pequenas equipes podem desenvolver aplicativos complexos com pouca experiência em um determinado campo. A parte mais difícil pode ser descobrir como ganhar dinheiro. Nesse caso, a Reactive pretende ajudar japoneses em escolas primárias que podem mudar o jogo em um país onde os testes ainda estão na fase manuscrita.

Malkin e seus colegas, Joe Bullard, Philippe Remy e Philip Irri, que entre eles têm dois mestrados e um doutorado, estão fazendo progresso rápido. 

Enquanto o reconhecimento de escrita pode ser considerado aprendizagem profunda, a identificação de japonês é outro jogo. Isso porque a linguagem inclui elementos simbólicos que podem ser lidos de forma independente, o que torna difícil saber onde termina um e começa outro. Há também mais de 2 mil pictogramas comuns. O truque consiste em abordar um rabisco em um momento. 

Independentemente desse projeto, programas no campo aceleraram a evolução da tecnologia de inteligência artificial. Investimentos em startups de AI somaram US$ 310 milhões em 2015, aumento de quase sete vezes em cinco anos, de acordo com a empresa de pesquisa CB Insights. É o mercado em evolução.

Fonte: IT Forum 365